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20/09/2017 16:50

RJ e Lisboa apresentam experiências de Economia Criativa para o Pelourinho

As experiências de Economia Criativa em Lisboa (Portugal) e na capital e estado do Rio de Janeiro, foram temas das primeiras palestras do ‘Workshop Internacional Design e Distritos Criativos’, que acontece até o final desta quarta-feira (20), no Teatro Sesc, no Largo do Pelourinho/Centro Histórico de Salvador (CHS), uma iniciativa do Governo do Estado, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), unidade da Secult, e de Ciência Tecnologia e Inovação do Estado (Secti). 

“Muitas das ações empreendidas por nós, podem servir de exemplo para que se implante um Distrito Criativo no Pelourinho, lugar maravilhoso e no qual me emociono de estar”, afirmou a assessora especial da Prefeitura de Lisboa, Branca Neves, convidada especial do evento. Segundo ela, a prefeitura portuguesa tem o objetivo de tornar Lisboa a capital europeia do empreendedorismo criativo. “Em 2015, ganhamos o prêmio de capital mais empreendedora da Europa, mas ainda temos muito a realizar”.

Economia Criativa Pelo
Fotos: Ascom/Ipac

Para o titular da Secti, José Vivaldo Mendonça Filho, “esta é uma excelente oportunidade para pequenos e médios empresários que desejam montar negócios criativos em uma área tão importante com um patrimônio histórico-arquitetônico inestimável”. A economia criativa no Brasil movimenta R$ 155,6 bilhões (2015) com 239 mil estabelecimentos em todo o País, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.

Na sua palestra, Branca Neves ressaltou a necessidade dos poderes públicos trabalharem em conjunto para benefício da ideia, incluindo a comumidade e investidores. “Estabelecemos acordo entre os entes públicos pensando em um projeto de décadas e não só de gestões políticas temporárias”. Com as mudanças realizadas nos bairros mais antigos de Lisboa, investidores privados portugueses e de outros países passaram a colocar recursos no centro da cidade. “Temos importantes exemplos desses investimentos no bairro da Mouraria, um dos mais antigos de Lisboa, assim como na Baixa Pombalina, onde mais de 20 startups foram instaladas".

A revitalização dos Mercados do Campo de Ourique e o da Ribeira, foram citados também como exemplos na economia criativa. “Antes, esses espaços apenas vendiam produtos, como verduras e mantimentos. Mas, hoje, com a reforma, eles são espaços de permanência e gastronomia, com degustações e refeições, ou uma ‘estufa criativa’, com cerca de mil plantas produzidas e vendidas ali mesmo”, enfatizou Branca. Esse modelo permite atrair moradores de Lisboa, turistas e trabalhadores do entorno, garantindo movimento e receita.

Economia Criativa Pelô
Branca: Ações empreendidas em Lisboa podem servir de exemplo implantar um Distrito Criativo no Pelô.

De acordo com assessor do Rio Criativo do governo estadual do Rio de Janeiro, Marcos Carvalho, também palestrante convidado, no Brasil, o Ministério da Cultura (MinC), que coordena o setor de economia criativa, detém o penúltimo orçamento entre os ministérios. “As administrações federal, estaduais e municipais brasileiras não entendem a economia criativa como lucro e desenvolvimento, enquanto exemplos como Lisboa, Reino Unido e Austrália mostram justamente o contrário”, lembrou o especialista. O Rio Criativo fica no centro antigo da capital fluminense. “Com a nossa localização, várias startups e empreendedores também se instalaram na região”.

Em Salvador, o Distrito Criativo do Pelourinho será o primeiro do País já que similares no Rio e Belo Horizonte ocuparam somente um edifício em cada cidade. A iniciativa do Ipac deve ocupar imóveis no Quarteirão das Artes, entre as Ruas Gregório de Mattos, Frei Vicente, Ladeira do Ferrão e Baixa dos Sapateiros. Nessa quadra, existem equipamentos do instituti, ‘âncoras culturais’, como o Solar Ferrão, com galeria e coleções de arte, e a Praça das Artes.

Fonte: Ascom/Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac)
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