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Museu de Ciência e Tecnologia

Museu

O Museu de Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia (MCT), localizado na Avenida Jorge Amado, nos limites dos bairros de Pituaçu e Imbuí, em Salvador, fica situado em uma área de aproximadamente 19.400 m², vizinha ao Parque Metropolitano de Pituaçu, e possui um edifício emblemático de grande significado arquitetônico. O MCT é o primeiro Museu de Ciência e Tecnologia da América Latina tendo sido inaugurado em 17 de fevereiro de 1979, pelo então governador Roberto Santos, com ajuda de especialistas ingleses.

O espaço de popularização da ciência estava vinculado à reitoria da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) até ser transferido, em agosto de 2013, por meio do decreto estadual nº 14.719, para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Em 2015, a Secti apresentou projeto para revitalizar e requalificar o museu, devolvendo à sociedade baiana um equipamento de grande valor patrimonial, cultural, artístico e ambiental, e garantindo sua manutenção continuada.

Caracterizado como um espaço privilegiado e de acesso irrestrito, o novo MCT possibilitará, através de exposições permanentes e temporárias, o pleno acesso de crianças, jovens e adultos à compreensão e ao melhor entendimento dos princípios e processos científicos, tecnológicos e de inovações, pela transposição de linguagens especializadas para linguagens acessíveis e captáveis através de modelos experimentais, instalações e equipamentos interativos e expositivos. O Novo MCT se caracterizará com um espaço interativo onde os visitantes poderão não apenas interagir com as instalações, mas também pró-ativamente desenvolver atividades ligadas à cultura, ciência e tecnologia.

O MCT possui três espaços. A área externa frontal, o edifício principal e a área externa posterior. A área externa frontal tem acesso desde a Av. Jorge Amado. Nela serão alocados estacionamento para 88 vagas com uma área de 2.820 m², acessos diferenciados para carga e descarga, além de vagas especiais para Portadores de Necessidades Especiais (PNE), próxima ao edifício principal, e um percurso expositivo interativo com uma área de 4.880 m². Ainda na área frontal, o projeto prevê a criação do espaço expositivo “Transportes e Lazer” com aviões, carros antigos, carro de boi, locomotiva, entre outros meios de transporte. Na locomotiva existente, após sua recuperação, será acoplado um vagão adaptado como café e lanchonete, compondo o cenário de uma antiga estação de trem.

O edifício principal, com altura aproximada de 8 metros, possui uma área no térreo de 2.522 m² e mais dois mezaninos com 1.381 m² de área total. Propõe-se para o espaço térreo: espaços de exposições permanente e temporárias; espaço receptivo com guarda-volumes e loja especializada; auditório equipado para múltiplas funções com lotação de 200 pessoas com locais reservados para PNE; área técnica para armazenagem de peças do acervo; laboratório de conservação preventiva e manutenção do acervo; setor administrativo para gerenciamento e segurança do museu.

Na área dos mezaninos estão previstos espaços para ateliê de criação e desenvolvimento de pesquisas específicas, arte e inovação, e laboratórios experimentais; sala de fabricação digital; estúdio de gravação multimídia e espaços complementários ao ensino formal, que funcionarão através de parcerias com universidades e centros de pesquisa, além de receber artistas que mesclem arte, ciência, tecnologia.

O espaço posterior externo possui 4.647 m². Nele se propõe a construção do espaço expositivo “Energias e Sustentabilidade” que exibirá, entre outros, a maquete em escala da Barragem de Sobradinho, modelos de torres eólicas, uma torre de petróleo e elementos geradores de energia, como uma roda d’água, bicicletas e um muro d’água. A área posterior se integrará ao Parque Metropolitano de Pituaçu, possibilitando uma integração visual para essa área de preservação ambiental com a criação de um mirante. Dentro do plano geral, propõe-se formas de interação direta com o parque, através de trilhas ecológicas, para apreciação e identificação de espécies da Mata Atlântica, e outras atividades, assim como a criação de um borboletário que possibilitará o cultivo e a devolução à natureza de espécies que estão em vias de extinção. Do mesmo modo, pretende-se introduzir espécies compatíveis com o ecossistema local e a introdução de um deck com piso transparente para sua apreciação.

Dentre outras medidas para garantir sua manutenção e funcionamento continuado estão incluídas ações com vistas à preservação ambiental e aproveitamento de energias renováveis, como a reciclagem de água e instalação de células solares fotovoltaicas na cobertura do edifício principal, garantindo grande parte da energia a ser consumido pelo museu. O Museu também buscará parcerias com entidades e instituições financiadoras.

Em segundo plano, porém com grande impacto urbano, a reintrodução do museu ao cotidiano dos baianos trará melhorias e um novo espaço de lazer para as áreas próximas ao MC&T, como os bairros da Boca do Rio, Pituaçu, Patamares e Imbuí. O projeto vai proporcionar um espaço de integração com as comunidades vizinhas, carentes de áreas públicas de qualidade, pois nas áreas externas ao Museu, crianças, jovens e adultos poderão, além de visitar e participar das suas atividades interativas, utilizar essas áreas abertas como espaços lúdicos de convivência.

O princípio norteador da revitalização do MCT é a concepção de que o mesmo não se trata de um mero espaço de exposição de objetos, mas de um centro interativo para compreensão e difusão científica e tecnológica focado na experimentação e no entendimento dos fenômenos, com a participação pública e de setores de produção de conhecimentos nacionais e internacionais, com atividades abrangendo um amplo espectro do conhecimento humano e de seu desenvolvimento tecnológico e científico, funcionando como mediador entre a comunidade científica e a sociedade em geral, sendo esta a usuária final objeto de todo processo.

O Projeto de Reabilitação Arquitetônica e Revitalização Museal e Expográfica propõe a recuperação total do espaço, respeitando sua pré-existência física e ambiental, prevendo a reabertura do MCT no prazo mínimo de 2 anos, dividido em 3 grandes metas subdivididas em diversas etapas. Algumas etapas se sobrepõem no tempo, sem quebra de continuidade nas ações e obras a serem realizadas até a conclusão final do projeto.

As metas são descritas a seguir:

1ª Meta – Estruturação Geral e Recuperação da Área Frontal do MCT e

Instalação da Exposição Transportes e Lazer

2ª Meta - Recuperação do Espaço Físico do Edifício e Instalação da Exposição

Ciência e Tecnologia

3ª Meta - Recuperação da Área Posterior do MCT e Instalação da

Exposição Energias e Sustentabilidade.

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